7 de janeiro de 2026

Maiko Petry

A Ascensão dos Agentes de IA: O Que Muda no Marketing em 2026

A chegada dos agentes de IA não é uma promessa futurista. É um ajuste estrutural na forma como o marketing funciona, tanto internamente quanto na relação com o cliente

A chegada dos agentes de IA é um ajuste estrutural na forma como o marketing funciona

O ano de 2026 marca uma virada silenciosa, mas profunda, no marketing digital. Depois de anos falando sobre automação, personalização e uso de dados, chegamos ao ponto em que essas peças finalmente se conectam. O nome dessa conexão é simples: agentes de IA.
Eles já estão no seu CRM, no seu CMS, na sua ferramenta de criação de conteúdo e, cada vez mais, nos seus pontos de contato com clientes. E segundo o relatório Martech for 2026, eles não são mais um experimento distante. 90,3% dos profissionais de marketing já usam algum tipo de agente, mesmo que ainda em fase de piloto.
Para empresários, especialmente aqueles com conhecimento mediano em martech, entender como esses agentes funcionam e o que muda na prática é essencial. Este artigo explica exatamente isso.


O que são, afinal, os agentes de IA?

O termo pode parecer técnico, mas o conceito é direto: um agente de IA é um sistema capaz de tomar ações, não só gerar respostas. Ele pode:

  • criar conteúdo

  • ajustar audiências

  • responder clientes

  • analisar concorrentes

  • segmentar listas

  • otimizar campanhas,

  • ou até conduzir partes da jornada do cliente sozinho.

O relatório divide os agentes em três grupos, e isso ajuda muito a entender o cenário:
agentes de marketing, agentes para clientes e agentes dos clientes .


  1. Agentes de marketing: onde tudo começou

Esses são os agentes que trabalham “nos bastidores”. Não falam com o cliente. Ajudam seu time.
E são, de longe, os mais usados: cada empresa tem em média 3,5 tipos diferentes em operação .

Os mais populares:

  • Produção de conteúdo (68,9%) — brainstorming, variações de anúncios, scripts de vídeo, posts.

  • Descoberta e segmentação de audiência (40,8%) — agentes que analisam bases e criam clusters relevantes.

  • Pesquisa de concorrentes (35,9%) — leitura de sites, relatórios e reviews para extrair insights.

  • Organização de dados (26,2%) — limpeza e enriquecimento automático prejudicados por má qualidade de dados.

O último ponto merece atenção: 56,3% dos profissionais relatam que dados ruins são o maior obstáculo para implementar IA Surge aí o conceito-chave do relatório: context engineering.
Boa IA não depende só do modelo — depende do contexto que você alimenta nela.
Para empresários, a lição é simples: se sua empresa quer avançar nos próximos anos, investir em dados mais íntegros e integrados tem retorno direto.


  1. Agentes para Clientes: sua marca conversando por você

Aqui entram os agentes que falam diretamente com o cliente: chatbots, assistentes de compra, agentes de suporte, agentes de venda.
O uso é menor do que nos agentes internos, mas está crescendo rápido.
O mais comum é o chatbot de atendimento: 54,4% das empresas já usam um.
A diferença agora é que eles realmente funcionam. Com modelos mais avançados, esses agentes conseguem atingir 60% ou mais de resolução de dúvidas, liberando o time humano para casos complexos.

Outros exemplos que já aparecem no relatório:

  • assistentes de compra em ecommerces

  • agentes de suporte por WhatsApp

  • vendedores automatizados em B2B (“AI SDRs”)

  • agentes que auxiliam onboarding em softwares.

Mas há um alerta importante. A eficiência para a empresa não pode sacrificar a experiência do cliente. O relatório é claro: quando uma automação impede a conversa com um humano, ela deixa de ser ganho e passa a ser custo — de reputação e receita.


  1. Agentes dos Clientes: o verdadeiro terremoto

Este é o ponto mais disruptivo.
E talvez o mais ignorado hoje pelas empresas brasileiras.
Se antes o cliente pesquisava no Google, caía no seu site e você acompanhava a jornada, agora isso acontece dentro de um assistente de IA que você não controla.
ChatGPT, Claude, Gemini, Perplexity e seus navegadores agentificados criam uma camada que filtra e interpreta o seu conteúdo antes mesmo que o cliente o veja.

O relatório mostra que:

  • 50% dos consumidores já usam busca movida a IA

  • 20 a 50% do tráfego de busca tradicional está em risco

  • US$ 750 bilhões devem passar por buscas assistidas até 2028.

Em outras palavras: SEO clássico não desaparece, mas perde protagonismo.

Entra em cena o AEO (Answer Engine Optimization).
Marcas precisam otimizar não só páginas, mas também dados estruturados, FAQs, arquivos como llms.txt e APIs que permitam que agentes consumam e validem informações.
Hoje, 63,1% dos profissionais já publicam conteúdo otimizado para IA, mas só 13,6% medem a inclusão em respostas de IA, mostrando que estamos ainda no começo dessa transição.


A mudança não é sobre substituir pessoas

Os autores do relatório trazem um ponto que vale reforçar:
A era dos agentes não elimina profissionais, ela muda o trabalho deles.
As equipes deixam de perder tempo em tarefas operacionais e passam a atuar como “diretores de IA”, profissionais que combinam julgamento humano, estratégia e gestão de contexto.
Ou, como resume Alexis Karsant no relatório:
2025 foi sobre eficiência. 2026 é sobre diferenciação.

O que empresários devem fazer agora

Com base nos dados, três passos são claros:

  1. Comece pelos agentes internos: Eles são mais fáceis de testar, interferem menos no fluxo do cliente e trazem valor rápido.

  2. Trate dados como infraestrutura estratégica: Sem dados limpos e integrados, agentes tomam decisões ruins ou inoperantes.

  3. Prepare-se para o AEO: Se o cliente pesquisa por IA, você marca presença dentro da IA, não na busca tradicional.


Conclusão

A chegada dos agentes de IA não é uma promessa futurista. É um ajuste estrutural na forma como o marketing funciona, tanto internamente quanto na relação com o cliente.
2026 não será o ano em que humanos serão substituídos.
Será o ano em que empresas que entendem e aplicam agentes de maneira inteligente abrirão uma vantagem difícil de alcançar.
E para quem está começando agora, a boa notícia é simples:
ainda estamos nos primeiros passos e ainda dá tempo de liderar.

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